sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Do chôro à atitude

A morte de João Hélio, o menino de seis anos que foi arrastado por quilômetros pendurado do lado de fora do carro pelo cinto de segurança, abalou o país.

Choramos todos, menos os bárbaros que torturaram este menino.

Não quero, aqui, comentar nada além do que todos já falaram. Não tenho palavras suficientes para isso. Apenas recomendo duas leituras:

A VIOLÊNCIA NOSSA DE CADA DIA E O BRASIL EM GUERRA CIVIL
(de Júnia Turra)

e POR QUEM OS SINOS DOBRAM
(de Paulo Coelho)

Injustiça aos porcos

A revista semanal britânica "The Economist" publicou um artigo, esta semana, entitulado "'Parliament or pigsty?" (Parlamento ou chiqueiro?). Coitados dos porcos serem comparados aos nossos legítimos representantes do legislativo... é certo que algumas semelhanças eles têm. Vamos à elas: são bebês fofinhos e quando crescem - além de viverem na lama - podem ser nocivos à saúde.


Mas dá para evitar uma teníase (ou solitária), basta evitar a carne de porco mal cozida. Agora, como evitar os males causados pelo "trabalho" dos nossos excelentíssimos deputados? O papo "acompanhe o que o seu deputado está fazendo e cobre dele a seriedade prometida" não serve mais. Além de nunca ser colocado em prática, não leva a nada. Eles sempre estarão lá e farão a mesma coisa...


A solução seria, talvez, assá-los, bem temperadinhos? Assim como não sou adepta ao leitão à pururuca (embora aprecie um lombinho assado), também não tenho tendência alguma ao canibalismo. Acho que nem mesmo Hannibal Lecter toparia jantar o cérebro de qualquer um dos nossos nobres parlamentares. É muita sujeira num prato só.


Voltando ao "The Economist", a matéria fala sobre a eleição de Chinaglia ao cargo de presidente da Câmara. Perspicaz, a revista "sugere" troca de favores na vitória à presidência da casa, no comentário "Parochial back-scratching trumped ethics". Algo como "O toma-lá-dá-cá paroquiano venceu a ética".


Assim como no meu texto anterior "The truth is out there", eles conhecem muito bem a nossa realidade.


Mesmo assim, insisto... brasileiros e brasileiras. Ainda há esperança. Clodovil está lá! Pelo menos, na lama certamente ele não vive... não faz o "estilo" dele. Resumindo seu discurso, que foi da ingenuidade à ironia, o deputado-estilista-comunicador-apresentador prometeu colocar a faxina em dia.

Haja água para tanta lama!

sexta-feira, janeiro 12, 2007

As mãos sujas do brasileiro

O brasileiro tem mãos sujas. Sujas da propina, da corrupção, do sangue da violência (vítima ou causador dela), da lama que invade as cidades nesta época de chuvas e, se não bastasse, de Staphilococus. Explico:
Uma pesquisa recente mostrou que 100% das notas de euros que circulam em Dublin, na Irlanda, estão contaminadas com cocaína. Teoricamente, são notas usadas como “canudinhos” para aspirar a droga ou manuseadas por traficantes e usuários da mesma. Outro estudo recente mostrou que, em Madri, na Espanha, 94% das notas também apresentaram vestígios da droga e, nos Estados Unidos, a contaminação por cocaína se deu em 65% das notas de dólares.

Esta pesquisa me fez procurar os resíduos no nosso dinheiro. Pra que!
Aqui, no Brasil, análises feitas nas notas de real mostram uma realidade de outro submundo, que não é do tráfico de drogas (pelo menos não encontrei estudos sobre resíduso de cocaína em notas de real). A sujeira, aqui, é outra.
Todas as notas analisadas – de 1, 2, 5, 10 e 50 reais - apresentaram contaminação de diversos microrganismos, principalmente a bactéria Staphilococus, presente nos alimentos. Numa pessoa saudável, ela é inofensiva, mas em uma pessoa doente, ela pode ser fatal em até 24 horas, já que a staphilococus aureus (encontrada em cerca de 25% das notas de papel e em 40% nas de plástico) é resistente a todos os antibióticos produzidos até hoje. Através de um simples corte na pele, por exemplo, ela pode causar infecções gravíssimas na pele, no pulmão e no sangue.

No mês passado um funcionário de um hospital na Inglaterra morreu depois de ser infectado por uma variante desta bactéria. Outro paciente já havia morrido infectado da mesma maneira, durante o ano.

Enquanto nos países europeus a sujeira presente nas cédulas se dá por uma livre escolha (o uso da droga) aqui, o nosso dinheiro nos contamina pela pura ausência de higiene durante uma ação essencial do ser humano: o alimentar-se!

A conotação de “dinheiro sujo” ganha mais uma mão. Além do tráfico, de Brasília e de seus caixas 2, as mãos dos caixas das peixarias, dos açougues, das feiras-livres, do povo em geral também são imundas. Da falta de higiene, educação, sanidade básica de saúde! Falta de água e sabão.

São mais duas, portanto, as outras tristes realidades no nosso país. Nosso povo não tem dinheiro e nem comida, e, quando consegue uma coisa ou outra, ainda corre o risco de morrer por isso.

quarta-feira, janeiro 03, 2007

2007

O que eu amo na vida é saber que tudo é um ciclo.
Se algo termina, algo começa.
Se alguém se vai, outro chega... e assim por diante.

Por isso, não faço retrospectiva. Faço, sim, planos!
Olho pra frente, penso adiante, penso pra cima!Bom, pelo menos, tento. Tento isso todos os dias. Confesso que algumas madrugadas nem sempre é possível. Mal consigo assimilar que um novo dia está começando. Afinal, meu dia começa quando ainda é noite, e meus colegas de trabalho sabem muito bem do que estou falando...

Enfim, retomando a idéia original, 2006 já era, se foi, xô!

Entrando já nos primeiros dias do ano, quase caí na tentação de fazer promessas: "Vou parar de fumar, entrar numa academia, fazer regime, parar de brigar por coisas pequenas, curtir mais a vida, ler mais livros, ir mais ao cabeleireiro, comprar mais roupas, controlar melhor minhas finanças, bla bla bla"

Quase caí.... quer dizer, caí um pouquinho só, mas logo me recuperei. Sei que vou continuar me chocando com a política, com a injustiça e a crueldade humana (como se fosse possível evitar) mas talvez este ano seja diferente. Seja um ano em que as pessoas se importem mais umas com as outras, que sejam mais felizes e façam os outros mais felizes tb.

Este ano, quero apenas isso: A minha felicidade....e a sua também!

terça-feira, dezembro 19, 2006

Sinceramente...

Não sou católica. Quem me conhece sabe quem estou bem longe disso.
Também não sou evangélica, espírita ou muçulmana. Não visto qualquer embalagem religiosa. Mas tenho cá minhas crenças que não vêm ao caso.
Por que esta explicação da minha total ausência religiosa? Bom, é tempo de Natal, certo? Pelo menos ninguém nos deixa esquecer disso. É amigo secreto no trabalho, na escola, no bairro, na família, na roda do parquinho (para quem é mãe/pai), na padaria da esquina..... são tantos que, no final, gasta-se tudo o que se pretendia economizar. Mas, não reclamo disso. Entrei em poucos, mas são pessoas que eu realmente quero bem, que fazem diferença na minha vida e, por isso, vale a pena pagar aquele mico e dizer.. "o meu amigo secreto é..." e soltar aquelas gracinhas que todo mundo ri pra não te deixar sem graça.
Amigo secreto à parte, Natal é sinônimo também de.... sentimentalismo. Passo as semanas finais do ano pensando nas crianças e famílias que não trocam presentes em amigos secretos e, muito menos, entre si. Não têm mais esperanças de que o bom velhinho lhes faça uma visita, mesmo que o presente desejado seja um prato de comida, um emprego para o pai ou uma vaga na escola pública.
É, meus caros. Em tempo de Natal, sinto uma angustia tão grande que proponho abolir o Natal.
O que importa ter sido o dia em que o tal Jesus nasceu, se isso não impede que nós, pobres mortais, sejamos vítimas da fome, da dor, da perda, da injustiça, do abandono, do frio e do medo.
De que vale sermos tão sensíveis nesta época do ano sendo que, a maioria de nós, nada faz pelos outros no restante do ano?
De que vale reunirmos a família para uma bonita ceia, sendo que, aos domingos (ou de vez em quando) fazemos a mesma coisa simplesmente pelo fato de sentirmos saudades uns dos outros?

Este aperto no coração que me atinge nesta época do ano se chama culpa. Por viver na corrida contra o vermelho da conta bancária, no desejo incessante de proporcionar tudo aos meus filhos, por trabalhar tanto, por nunca ter tempo para nada, nem para olhar do lado e, quando olho, algumas vezes fecho o vidro (mesmo que isso - mais uma vez - meu dê aperto no peito).
No apagar das luzes, corro contra o tempo e procuro dividir um pouco do que eu tenho, aqui e ali.

Mas, sinceramente...se é para sentir culpa e gastar tudo em amigo secreto, prefiro abolir o Natal e desejar a todos, que a solidariedade que invade o seu coração durante uma semana, dê frutos durante toda a sua vida.
Feliz Solidariedade!

sexta-feira, dezembro 08, 2006

quarta-feira, dezembro 06, 2006

The truth is out there

A expressão "a verdade está lá fora", do seriado norte-americano Arquivo X, nunca caiu tão bem ao Brasil quanto agora. Os Estados Unidos sabem mais das verdades do Brasil do que nós mesmos. Ou - o que é mais certo - falam aquilo que nós tentamos esconder.

E, para começar, vamos olhar para o céu. Não tão longe quanto os agentes Mulder e Scully fariam. O céu sobre a Amazônia já está de bom tamanho.

Não acreditávamos, mas o buraco negro é ali. E quem o denunciou foi um americano. Num primeiro momento, o jornalista Joe Shakey foi excomungado pelos brazucas. A bordo do jatinho Legacy, Sharkey (mesmo que tenha sentido apenas um pequeno abalo) foi testemunha do maior acidente aéreo do país. Culpou o sucateamento do tráfego aéreo brasileiro pela falha na comunicação. Certamente não foi a única causa do acidente, mas foi um de uma série de erros que causou a morte de 154 pessoas. Para quem acompanha a cruzada de Sharkey, em seu blog, o jornalista nos despe de nossa cegueira ignorante e submissa. Somos obrigados a engolir a seco trechos assim: "that Brazilian media are very easily manipuilated.", "Surely you don't expect the harrumphing third-world martinets marching around in Brazil to actually FIX their broken air-traffic control system! Don't be silly!"

Muitos de nós ainda prefere refutar...

Agora, o cinema americano exibe "Turistas". Outra batata quente que a maioria de nós prefere jogar para o caldeirão da ficção, ao assumir a verdade. No filme, um grupo de jovens americanos vem passar férias no Brasil. Depois de sofrerem um acidente de ônibus, eles caem numa praia paradisíaca e são vítimas de traficantes de órgãos. São torturados, alguns mortos e descobrem uma rede de tráfico liderada por um médico.

Bom... dá pra imaginar a reação aqui no Brasil. Excomungaram (de novo) os sensacionalistas hollywoodianos que só querem (de novo) denegrir a nossa imagem, que tudo não passa de ficção absurda.

Ficção? Onde!? Talvez seja realmente mentira que turistas sejam assaltados e assassinados no Brasil. Foi pura ficção a atrocidade contra os seis portugueses, em 2001, em Fortaleza. Talvez tenha sido apenas um pesadelo a morte do turista (também português) assassinado na praia de Copacabana, em agosto deste ano. Ou as dezenas de assaltos contra suíços, ingleses, chineses, franceses, no Rio de Janeiro (só este ano!). O estupro de uma turista na praia paulista... é, talvez seja também mera ficção a retirada de órgãos clandestina, em Recife. O assassinato de doadores em Taubaté, Poços de Caldas e várias outras cidades investigadas na CPI do Tráfico de Órgãos, em 2004.

Enquanto nada disso acontece, o brasileiro rejeita o filme, rejeita os fatos, prefere viver uma Matrix tupiniquim (sem o Keanu Reeves, é claro!) e tem a coragem de ainda defender o país! Sequer pensou que o filme poderia ser (assim como as palavras de Sharkey) uma boa oportunidade de escancararmos para o mundo todo a repressão em que vivemos, o massacre moral, a falta de dignidade, de perspectiva, de seriedade! Não. Vamos recuar duzentos passos ao invés de darmos um adiante. Não. Vamos enfiar a cara no buraco e deixar o traseiro à mostra.

Quer saber? Somos um povo ainda mais doente do que eu poderia imaginar. Somos a raiz da síndrome de Estocolmo! Merecemos, não acha?

Ainda há esperança, porém. Enquanto não tivermos coragem de enfrentar, sempre haverá alguém (lá fora) que o faça.

sábado, julho 01, 2006

O que fazer com as bandeiras?

Pronto. Aconteceu o que a maioria dos brasilieros não queria. O Brasil está fora da Copa do Mundo. Para empurrar a nossa seleção rumo ao hexa, vestiram o verde e amarelo, penduraram bandeiras nas janelas de suas casas, nos prédios comerciais e até nas antenas dos carros! Tudo isso, claro, para a alegria do comércio formal e informal.
O brasiliero viu o sonho do hexa desaparecer nos pés de Zidane (que, às vésperas de dizer adeus aos gramados, deu um show de determinação e técnica, coisa que nenhum dos jogadores da seleção demonstrou) seguido de um toque preciso de Thierry Henry. O um a zero calou a torcida brasileira, derramou lágrimas por todo o país e obrigou o brasileiro a repensar o sonho do hexa.
O que eu quero saber agora é: será que este povo, que exibiu uma exacerbada paixão pelo país, continuará com o delírio patriótico nos dias seguintes à derrota na Alemanha? Para onde vão as toneladas de bandeiras espalhadas pelo país?
Antes de colocá-las no fundo de uma gaveta ou, para aqueles fanáticos decepcionados que pensam em jogá-las no lixo, apresento algumas sugestões. Que tal usar este mesmo patriotismo para acompanhar as eleições deste ano? Que tal usar a bandeira para lembrar-se de que se vive neste país durante todos os meses do ano, por décadas e décadas a fio, e não apenas de quatro em quatro anos? Ou, talvez, manter a tradição de ficar à frente da tv, mas desta vez, para acompanhar uma votação na CâmaraFederal ou no Senado (depois do recesso)? E quem sabe até, juntar-se aos milhares que clamam por justiça num país onde o poder judiciário se vende por um reajuste salarial, mesmo que contrário à lei eleitoral.
Ah, mas isso tudo é muito chato, não é? É diferente de torcer pelo país durante uma partida de futebol. Nada disso que sugeri é divertido, reúne amigos e parentes para um churrasco ou uma cervejada. Nada disso lhe proporciona ser dispensado mais cedo do trabalho.
É verdade. O futebol é a alegria que a política não oferece. Pela seleção brasileira, vale a pena qualquer coisa.
Porém, enquanto você lê este artigo e amarga comentários sobre a Copa ainda por semanas seguidas e tenta reerguer a cabeça, muitos dos "nossos" heróis, nem sentirão o peso deste sonho não realizado. Eles, talvez, nem passarão pela terrinha tupiniquim, já que, dos vinte e três convocados, somente três jogam em clubes brasileiros.
Pois é. Enquanto milhões ainda pensam no que fazer com as bandeiras, vinte dos "nossos" ex-futuros hexa campeões voltarão para suas vidas milionárias, em solo etrangeiro, à espera de 2010. Quem sabe a CBF paga novamente o salário deles para um turismo luxuoso na África do Sul, sede da próxima Copa?
Em resumo, não vejo tanta diferença assim entre política e futebol. Enquanto milhões esperam que eles apenas façam o trabalho pelo qual são muito bem pagos, eles, no final das contas, ficam com os lucros e nós, com as decepções.
PS: vale a pena lembrar que os "nossos" jogadores devem tirar agora alguns dias de férias antes de voltarem aos clubes, porque lá, assim como cá, o futebol pára até o final da Copa do Mundo.

terça-feira, junho 13, 2006

Não estou sozinha

Falso patriotismo II

Em referência ao artigo anterior deste blog, "Copa, cozinha e outras bolas", junto minha humilde voz à fantástica coluna de Janer Cristaldo. Vale a pena ler - palavras muito bem ditas - que sentimento é este que nos revolta em tempos de Copa do Mundo.

Janer, a palavra é sua!

"Saudades do Obdulio"

sexta-feira, junho 02, 2006

Onde estão os eleitores de Lula?


A pesquisa mais recente do Ibope (encomendada pela TV Globo) mostrou que Lula venceria já no primeiro turno: Lula 48% x Alckmin 18%. A vantagem de Lula aumentaria ainda mais ao excluir os votos brancos e nulos: Lula 62% x Alckmin 24%.

Eu, sinceramente, acho isso um fenômeno, uma grande incógnita! Das pessoas com as quais converso, nem dez por cento delas votam em Lula. Talvez meu círculo de amigos seja restrito demais (taxistas, caixas de supermercados, faxineira, professora, porteiro, jornalistas, estudantes...)!

Talvez o Ibope tenha passado tempo demais no Nordeste, onde o eleitorado de Lula chega a 68%. Região onde metade da população convive com a falta de informação e a fome. Segundo pesquisa do IBGE (maio/2006), dos 14 milhões de brasileiros que passam fome, metade está no Nordeste. É para lá que vão cerca de 54,7% dos recursos do Bolsa Família. Mesmo assim, eles continuam passando fome... os eleitores de Lula passam fome mas recebem o benefício, por isso votam em Lula...?

Voltando à região Sudeste, em São Paulo, um encontro recente entre empresários revelou algo inusitado. A maioria acredita que Lula seja reeleito, embora votem em Alckmim. Estavam reunidos trezentos e cinqüenta empresários. Destes, 93% disseram votar em Alckmim e apenas 5% votariam em Lula.

Se não são os taxistas, faxineiros, professores (pessoas comuns, em geral) e nem os empresários, quem são os eleitores de Lula? Quem? Quem? Quem? Hummm... além dos 68% dos nordestinos, talvez os integrantes das Organizações Não Governamentais (ONGs), Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs) e Fundações que levaram R$10,3 bilhões do governo federal nos últimos seis anos, entre eles, o MST. Pesquisa feita pelo site Contas Abertas, em março deste ano, mostra que entidades ligadas ao MST receberam (só no ano passado) R$ 9,5 milhões do Orçamento Geral da União (quantia quatro vezes maior do que a destinada ao movimento no último ano de governo de FHC, que foi de R$ 2,17 milhões).

O governo federal compra seus votos. De uma maneira ou de outra, compra. Se ele aplicasse os impostos corretamente, não precisaria comprar nada. Teria os votos como recompensa pelas rodovias recuperadas, hospitais dignos, moradia e emprego para todos. Mas, no Brasil, aplicação correta de impostos é utopia!

Pra finalizar, vale lembrar que o IBOPE errou feio ao divulgar que 55% dos brasileiros votariam contra a proibição da venda de armas e munição no país. O resultado final foi de 64% de vitória do Não. Um erro de 9%, bem acima dos 2% previstos pelo instituto. A justificativa para tal diferença é que o brasileiro ainda estava formando a opinião quando a última pesquisa foi feita, entre os dias 18 e 20 de outubro. O referendo aconteceu apenas 3 dias depois da pesquisa.

Vale a pena esperar a evolução dos números do IBOPE. Mas, mantenho minhas dúvidas... quem, afinal, representa estes 62% dos votos de Lula? Vale lembrar ainda que os eleitores do Nordeste equivalem a apenas 27% do total de eleitores do país.
Êta continha complicada de se entender!

quinta-feira, junho 01, 2006

Copa, cozinha e outras "bolas"

Hoje, meus filhos me disseram que estou muito "paranóica". Fiquei muda. "Será?", pensei eu....

Falávamos sobre a Copa (na cozinha), sobre o quanto eu detesto este momento de falso patriotismo. Falávamos do quanto está em jogo, além da bola e do título. Dos patrocínios e do quanto as pessoas ganham e perdem com a Copa. Para mim, a sociedade só perde. Tirando os fabricantes de televisão e o comércio em geral, a sociedade só perde quando os bancos mudam o horário de funcionamento, as repartições públicas fecham as portas duas horas antes dos jogos e assim por diante.

A sociedade só perde quando volta seus olhos para os gramados alemães enquanto outras "bolas" rolam soltas nos gramados do Congresso. Tentei dizer a eles que se o Brasil vencer ou perder qualquer jogo da Copa, ou o próprio título aos quarenta e cinco minutos do segundo tempo, minha vida continuará a mesma! Mas não adiantou, fiquei de paranóica mesmo. Aquela que não acredita em mais nada e está com o coração duro com a falta de esperança. Se não fosse meu marido dar uma mãozinha e explicar que cada fase tem sua visão da vida e que, antes, pensávamos como eles, assim como amanhã (muitos amanhãs, aliás) eles se lembrarão desta conversa e também pensarão como nós, a conversa teria terminado em dez a zero para eles.

Mas, enfim, é isso aí. Não gosto da Copa, de ver os brasileiros vestindo verde e amarelo - felizes da vida - enquanto deixam de se mobilizar contra a impunidade, a corrupção, a violência, a falta de investimento na educação, transporte e moradia. Brasileiro pára diante da TV para assistir aos jogos da Copa (mesmo que seja Togo x Trinidad e Tobago), mas nem prestaram atenção quando Delúbio, Silvinho, Duda Mendonça, José Dirceu ou Marcos Valério foram às CPIs.

Não gosto de ver os brasileiros ligados nos comentários esportivos, quando nem sabem qual o canal da TV Câmara ou Senado.

Não gosto de ver os brasileros ditando a escalação de Parreira, enquanto mal sabem o nome de meia dúzia dos quarenta da "organização criminosa".
Sim, não gosto da Copa e da falta de patriotismo real dos brasileiros. Entendo que o povo precise se divertir, se distrair um pouco, explodir diante de um gol, prender a respiração quando Baggio for marcar um pênalti (ué, o Baggio não é mais da seleção italiana?)... concordo com tudo isso mas, como diz meu pai, primeiro a obrigação, depois a diversão. Vamos fazer o dever de casa, pra depois relaxar no recreio.

Quando a Copa terminar, a campanha eleitoral já estará nas ruas e o Congresso de férias. Se o Brasil vencer, o brasileiro estará nas nuvens, acreditará em tudo o que vir e ouvir. Se perder, o mal humor reinará sobre as mesas de bar e nada fará o torcedor vestir a camisa do país ou parar diante da tv, muito menos para assistir aos programas eleitorais ou aos debates políticos. Portanto, a Copa, ainda por cima, levará o torcedor/eleitor a uma inércia política. Aliás, sejamos realistas, uma característica de grande parte deste povo que precisa da Copa para ter orgulho do seu país.

quinta-feira, dezembro 01, 2005

Benditas sejam as urnas!!

Dirceu caiu. Caíram com ele! Mas não se iludam, companheiros, a maioria dos duzentos e noventa e três deputados votou SIM pela cassação de olho nas eleições de 2006. O que nunca vão responder à minha curiosidade é: será que Dirceu foi traído nas urnas do plenário?

Explico: para se ver livre da cassação, Dirceu fez acordos, promessas e (quem sabe) abriu a caixinha do PT aos deputados. Nunca vamos saber exatamente quanto, nem o quê, mas é certo que tentou. E, ao tentar, recebeu mais apoios do que bengaladas? Acho que não... se fosse, Dirceu teria ficado na Câmara ao invés de correr para casa, ironicamente, numa fuga estratégica ao estilo Roberto Jefferson.

Ele sabia que seria cassado. Sabia porque conhece os colegas. Sabe que a permanência dele colocaria em xeque não só a Câmara como também o governo Lula.

A saída de Dirceu tende a esfriar os ânimos daqueles que pedem justiça, mas ainda é pouco. Dirceu pode ser parte, mas não é o todo. E, falando em Roberto Jefferson, a cassação de Dirceu é uma vitória do ex-deputado e da imprensa. As duas únicas vozes que carregaram a massa a um côro de uma só voz: Sai daí, Zé!!!!

Com a saída de Dirceu, a Câmara acaba de assumir que o ex-deputado comandava mensalão, sabia do esquema de corrupção em Santo André, fez - no mínimo - vista grossa no caso Waldomiro e liderou o esquema Valerioduto. Dirceu tentou, tentou e tentou mas não venceu o medo que os deputados têm das urnas no ano que vem.

Benditas sejam as urnas!

E, se a Câmara acredita que o ex-deputado, ex-todo-poderoso, fez tudo o que acusam que ele fez, a lógica é vermos ainda outras cassações, indiciamentos pelas CPIs e... quem sabe... pedido de Impeachment!? Ah, é pedir muito!

Dirceu diz que não fez nada, não sabia de nada, não viu nada nem ninguém. Lula também.

(tentei publicar a foto do ex-deputado levando bengalada mas o blog não aceitou...(!!!!) confira a foto na coluna de Júnia Turra no site Mandando pra Rede)

segunda-feira, novembro 28, 2005

Mandando pra rede!!!!

Tive o grande prazer de receber um convite para publicar um artigo no site "MANDANDO PRA REDE". Eu já conhecia o espaço por ter uma grande amiga que é integrante do Conselho Editorial de lá, Júnia Turra, uma fera!!!!
Minhas visitas ao site são tão obrigatórias quanto os acessos diários nos jornais online. Ler notícias é uma coisa, ler opiniões é outra!
Sempre admirei colunistas por terem a coragem de expôr suas idéias e opiniões. Por isso foi com imensa honra que aceitei o convite de mandar um artigo para o MPR e dividir o espaço com jornalistas fabulosos.
Portanto, o texto do "Política ou Politicagem?" foi hoje publicado no Mandando pra Rede. O texto explica por que acordei pensando na frase "E agora José?" ... por que o brasileiro está triste... por que o medo está vencendo a esperança? Visitem e leiam as feras que tem por lá! Vale a pena!!
Ah, o artigo, pulbicado dia 28/11, pode ser encontrado no link sobre "Política".
Até mais, pessoal!

domingo, novembro 20, 2005

Quem é boneco de quem?

Essa não dá para passar em branco. O "Luladepelúcia" (foto) é o maior símbolo da piada que vivemos em tempos de governo Lula.

O artista plástico Raul Mourão iniciou o projeto em 2003, quando o presidente ainda era o ídolo de muitos brasileiros. O tempo passou e a imagem parruda do presidente transformou-se, de Buda para ($@*&%#) .... melhor não rimar.
Raul acertou. Lula é hoje um ($@*&%#).... boneco mesmo. Bem diferente da imagem "fofinha" do presidente, Lula está mais para Chucky. Aquele que causa dor e destruição mas finge que não sabe de nada. Aliás, encontrei esta mesma opinião em outras pessoas.
Nas ruas da cidade maravilhosa, onde está exposta a coleção de cem "lulinhas", teve gente que disse que daria o boneco para o cachorro. Há idéias ainda mais originais: daria para a filha de três anos pq ela adora arrancar cabeça de boneca.

A criação passou de homenagem à exposição da imagem real do presidente. Chacota, piada, brincadeira de mal gosto contra o povo brasileiro. Não estou falando do boneco não! É do presidente mesmo.

O boneco até que ficou bem bonitinho mas o preço... quanto vc pagaria pelo boneco de Lula? Eu não pagaria nada, aliás, nem de graça eu teria um em casa. Mas, só por curiosidade, cada um custa R$1.000,00. Isso mesmo. Mil reais pela imagem de boneco do presidente. Ora, boneco por boneco, nós o temos de graça todos os dias nos jornais e na TV.
Mas, se me garantissem que poderíamos fazer vodu do boneco.... bem, talvez eu pensasse duas vezes antes de recusar. Mesmo assim não existe magia vodu para que a vítima sinta fome, desilusão, tristeza, injustiça, desemprego e indignação. Estas são técnicas secretas do governo.
Muito eficazes, diga-se de passagem.

sábado, agosto 20, 2005

É isso que dá!


Ah, como é bom viver para presenciar a maravilha da física. É, pq o que está acontecendo com o caso Buratti x Palocci nada mais é do que ação-reação, concordam?

Eu já tinha avisado que o Buratti estava sozinho, abandonado e preso... e que, ser amigo de Palocci era a mesma coisa que nada! Resultado, ia abrir o bico mesmo! E abriu.. abriu um bocão danado! Vai rindo, Palocci... vai rindo!

Não quero agora comentar as denúncias, pq isso ainda vai dar pano pra manga, mas só deixar algumas dúvidas minhas....

Estranho o promotor sair do depoimento só para avisar a imprensa sobre o que Buratti estava falando, vc´s não acham? Será que ele queria só aparecer ou tinha outros objetivos?
Não foi Buratti quem pediu a delação premiada e sim o MP que ofereceu, exatamente no momento em recusam o recurso ao doleiro Toninho da Barcelona e tb ao publicitário Márcos Valério. O MP queria mesmo que ele falasse... pq?

De quem é o dedo por trás disso tudo? Oposição ou José Dirceu?

Êpa, e tem diferença?

quarta-feira, agosto 17, 2005

Amigo poderoso

Quem se dá melhor, amigo do ministro Antônio Palocci, o homem (até então) forte do governo Lula, ou de Delúbio Soares, o ex-tesoureiro do enlameado PT?

(pausa para pensar...)

Eu ficaria com o Delúbio... amigo do Palocci tá mal na fita!

Esta foi a conclusão que cheguei depois da prisão de Rogério Buratti (foto). Tanto ele, quanto Marcos Valério, são acusados de tentar destruir provas contra eles mas, o "day after" de um e de outro é bem diferente...

Marcos Valério, o cabeça (sem cabelos) do Valerioduto, está livre por aí, sentindo-se a "bala que matou o Kennedy".

Já Rogério Buratti foi prestar depoimento e saiu algemado da delegacia. O depoimento era sobre fraude em licitação de empresa de coleta de lixo em Ribeirão Preto. Buratti era secretário de governo de Palocci quando este era prefeito de Ribeirão Preto. Como um marido traído, Buratti foi o último a saber o que estava acontecendo. A arapuca estava armada. O pedido de prisão já estava esperando por ele!

Já com Marcos Valério, amigo de Delúbio, foi diferente.... bem diferente!

Falemos sobre destruição de provas... A polícia encontrou mais de duas mil notas fiscais da empresa de Valério parcialmente queimadas no quintal da casa do irmão do contador dele. Seriam provas de superfaturamento de contratos usados para lavagem de dinheiro.

Se não bastasse, mentiu várias vezes, confessou ter cometido crime fiscal, chegou ao depoimento com habeas corpus (que lhe dava o direito de não responder às perguntas que pudessem incriminá-lo), teve o pedido de prisão temporária negado pela justiça e (segundo as más linguas - ou muito bem informadas) recebeu conselhos do Ministro da Justiça de como se safar junto com o PT e o presidente Lula.

Ah, tadinho do Buratti...se ele conhecesse o poder de um tesoureiro...
(foto de Buratti - Célio Messias/Agência O Globo)

terça-feira, agosto 16, 2005

Rir, para não chorar!



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A PF é meio tucana

Quem não se lembra desta frase dita por Roberto Jefferson no depoimento dele na comissão de ética?
Ele se referia a um comentário dito por José Dirceu quando indagado sobre o dinheiro para a campanha do PTB que não vinha nunca. José Dirceu (segundo Jefferson) disse que "a PF é meio tucana, meteu na cadeia 62 doleiros e o nosso pessoal não está conseguindo internar dinheiro".
Agora as peças começam a se encaixar melhor. Prenderam doleiros, os mesmos que levavam e traziam de volta o dinheiro do PT dos paraísos fiscais.
Para quem gosta de teorias conspiratórias, esta é boa: os tucanos prenderam os doleiros para levar o PT à falência.
Taí, gostei. Pode ser conspiratória, mas faz sentido!
Aliás, hoje tem Toninho da Barcelona na CPI dos Correios. O doleiro que "liderou uma rebelião no dia que a filha iria visitá-lo na cadeia e justo quando ia contar tudo à imprensa sobre a remessa de dólar do PT"... vem mais caldo por aí!
Até mais.

Isso não vai dar certo...



Quem leu o texto "Aos meus filhos", do blog Amor & Amizade, sabe que estou num momento de êxtase com minha nova filhinha e, por isso, tenho sido relapsa com meus comentários. Não que interesse a muita gente, mas faz bem falar, confabular, ativar os neurônios, ao invés de só ficar babando na cria. Por falar nisso, ela está linda!
Mas vamos ao comentário.
Não sou expert em nada, muito menos na Reforma Política que tanto querem aprovar. Aliás, principalmente nisso, mas dediquei algumas poucas horas - entre uma mamada e outra - para ler um pouco sobre a reforma.
Aquilo não é uma reforma, é um remendo! Alguns pontos básicos (e tristes):
- as campanhas políticas serão financiadas apenas com dinheiro público;
- os candidatos vão compor uma lista fechada, você vota no partido e o partido elege os que encabeçam a lista (ou seja, os de sempre);
- o candidato tem que estar no partido por um tempo mínimo (2, 3 ou 4 anos, ainda não decidiram).
Parei por aí. Primeiro, porque o financiamento público de campanha não vai evitar que empresas privadas contribuam com as campanhas políticas, pelo mesmo motivo que o fazem hoje: garantir o apoio do candidato caso ele seja eleito. Além disso, a previsão para o gasto de dinheiro público nas campanhas é de R$ 7 por eleitor, o que daria cerca de R$ 900 milhões.
Como o governo vai arrumar este dinheiro? Desviar das nossas estradas, escolas, hospitais e segurança? Ou o governo pretende aumentar os impostos para garantir essa bagatela de 900 milhões? Não estou gostando nada disso...
Votar no partido e ser refém de uma lista fechada? Também não quero. Tenho o direito de escolher quem eu quiser. Já está difícil escolher, imagine ficar nas mãos da escolha deles! Os pequenos partidos serão extintos. Adeus, PSOL!
E a fidelidade partidária então!? Voltemos ao exemplo do PSOL. Heloísa Helena foi expulsa do PT por defender o ideal petista (contraditório, mas verdadeiro). Como fica o político que sair (ou for expulso) do partido porque este mesmo partido abandonou seus antigos ideais? Ela não poderá ser candidata porque não foi "fiel ao partido"? Quem não foi fiel a quem?
Olha, isso não vai dar certo... estão querendo aprovar este remendo político no final do segundo tempo para garantir as próximas eleições. Eu não quero! Queria uma reforma de verdade: diminuir o número de deputados e senadores; diminuir o tempo da campanha (um mês seria o suficiente); proibir cartazes, folhetos, faixas, banners, brindes e usar o programa eleitoral gratuito para debates em rede nacional; proibir qualquer contribuição financeira para campanha política (quer ser candidato? venda o carro, a casa, arrume empréstimo, se vira meu caro! Se eleito, já vai receber muito por quatro anos...); e que tal extingir os quase 20 mil cargos de confiança?
A discussão e as idéias vão longe. Mas eu só posso concluir que, do jeito que eles querem, não vai dar certo... acho melhor voltar a babar na cria!

segunda-feira, julho 18, 2005

O tiro no pé


Depois de um fim de semana indigesto, já que tivemos que engolir a seco as entrevistas patéticas de Marcos Valério, Delúbio e Lula, hj começo a sentir que o "sal de fruta" fez efeito.

Vou explicar: parece que a trama toda teve um tiro no pé, um calcanhar de aquiles, um deslize, afinal!

Quando Delúbio combinou com Valério de dizer a "verdade", ou seja, assumir os empréstimos de 39 milhões que as empresas do publicitário teria feito - e depois repassado ao PT - eles acharam (e eu também) que tinham encontrado uma saída jurídica para as indagações sobre a origem da movimentação milionária nas empresas de Valério e (de quebra) explicariam a presença de deputados petistas nos saques das contas do publicitário: Era tudo para pagar campanha política!

Eles assumiram crime eleitoral e fiscal, já que o dinheiro não foi declarado por ambos? Sim, mas... cá entre nós, quem está entre crimes de devio de dinheiro público, superfaturamento de contratos de publicidade, tráfico de influência e corrupção, crime eleitoral e fiscal não é nada!!!

Onde está o tiro no pé então?

Ao contrair os empréstimos, Valério deu como garantia o contrato que suas empresas tinham com os Correios. Ou seja, deu como garantia dinheiro público... então (como 2+2=4), quem pagaria o empréstimo do PT seria dinheiro público! (ah, gente, não precisa nem ser inteligente, pra ver, né?)

E agora? Qual a manobra que eles vão ter que fazer? Vão dizer que o PT não tem responsabilidade sobre quem Valério deu como garantia, afinal o empréstimo era do Valério? Vão dizer que, mesmo que o contrato dos Correios tenha sido dado como garantia, o dinheiro da estatal não chegou a pagar nada.

É, vão dizer ainda muita coisa (e como eles conseguem tirar desculpas da cartola!) mas o fato é que: um empresário fez empréstimos milionários (não declarados), repassou o dinheiro ao partido político do governo (que tb não declarou) e deu como garantia o dinheiro público que faturava de uma estatal (demonstrando que tinha certeza de que este contrato não seria rompido tão cedo, uma promessa do governo como garantia de que ele - governo - pagaria sua divida com o empresário).

É esperar para ver... (ai! queimei a língua!!!!! ô, cafezinho quente... e venenoso!)