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sexta-feira, junho 04, 2010

Depois de rir, pense bem...



Embora o momento seja crítico - por revelar o quanto cresce a inteligência perversa dos radicais islâmicos - o mundo ainda faz piadas sobre tudo isso. Eu não sou capaz... para mim é muito mais triste do que cômico. Porém, indiscutivelmente, é um modo de fazer chegar a verdade ao conhecimento coletivo, por isso, reproduzo aqui dois vídeos.

Um deles, o mais recente (publicado acima), foi divulgado, por "erro", pelo próprio governo de Israel. Em um comunicado oficial, o porta voz israelense diz que um comunicado interno afirmava que deveriam tomar cuidado com o vídeo, mas o link acabou caindo na rede por "engano". O vídeo se chama “Flotilla-We con the world” (Flotilla, nós enganamos o mundo).

O outro, é um programa de humor, também em Israel, que critica a posição de Lula no acordo entre Irã e Turquia. Imperdíveis!



Voltando à seriedade do tema, foi-se o tempo em que...

... o Oriente Médio era só um capítulo no livro de História Geral.
... a guerra era travada em um campo de batalha com soldados armados.
... o jornalismo investigativo era a base da notícia.
... os radicais eram barulhentos, enlouquecidos e inconsequentes.

Hoje, estamos em um tempo em que os conflitos na faixa de Gaza batem às portas de todas as naões, inclusive o Brasil, graças aos interesses pessoais de Lula.

Hoje, estamos num tempo em que a guerra tomou lugar no campo das comunicações, nas propagandas, nas alianças internacionais, nos acordos firmados sobre um imenso tabuleiro onde as peças se movem em direção a interesses cada vez mais perigosos.

Hoje, as grandes empresas de comunicação são veículos de repetição que, na maioria das vezes, servem apenas para reforçar uma imagem superficial a respeito de tudo. É a banalização da verdade.

Hoje, os radicais aprederam que, mais do que explodir aviões, o caminho para a destruição do inimigo é enfraquecê-lo diante do mundo. Expôr suas fragilidades. Pressioná-los a um ponto que os leve a agir precipitadamente, obviamente sob holofotes do mundo inteiro.

O episódio das frotas "humanitárias" turcas, só teve um vencedor. O Hamas, exército radical islâmico que governa Gaza desde 2007. E isso, não é para ser comemorado em lugar nenhum do Planeta! Não deveria ser, mas bem sabemos que há muitos que estão por aí repetindo discursos antissemitas sem pensar que, por trás de tudo isso, ganha o terrorismo mundial. Ganha Ahmadinejad, ganham os governos ditadores e as potências esquerdistas. Por isso, o Brasil tanto condena a ação de Israel à "Frota da Liberdade" que seguia para Gaza.

Espero que, a este ponto, passados alguns dias do episódio em alto mar, já seja de consciência comum que a frota não era humanitária, mas usou pessoas para levar o exército de Israel a usar a força contra si mesmos. Um Cavalo de Tróia às avessas. Um só não, seis. Ou isso ainda não ficou claro?

O erro de Israel foi ter reagido como se estivesse num campo de batalha. E estava, mas os inimigos não usavam armas de fogo. Usavam vidas, usavam a opinião pública, usavam o escudo "humanitário". Turquia, Hamas e todos os países aliados comemoram hoje a queda parcial do bloqueio a Gaza já anunciado, não oficialmente, pelo governo de Israel que, a este ponto, perdeu mais uma batalha importante.

Depois de ser questionado pelo Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) por suas possíveis armas nucleares, mas que não questionou o Irã ou a Coréia ou a Índia ou o Paquistão, Israel soma mais esta derrota. E, se perde Israel, perdem também os Estados Unidos e, por consequência, fortalecem seus opositores. Entre eles e eles, eu fico com eles. Entendeu?

Foi-se o tempo em que tudo era às claras, minha gente!


sábado, maio 22, 2010

Vai voar urânio pra todo lado!

Ninguém aqui é bobo de achar que Lula intermediou um acordo entre Irã e Turquia somente pra ganhar notoriedade internacional. Lula e Amorim sabiam muito bem o que o Conselho de Segurança da ONU pensaria sobre isso e seguiram adiante. Pois bem, vamos tentar desenrolar este novelo, passando do urânio aos interesses iranianos e brasileiros.

Urânio


O urânio enriquecido pode servir como energia nuclear para fins pacíficos ou não. Para fins energéticos, basta um enriquecimento mínimo de 3,5%. Para pesquisas, 20% e para bombas atômicas, 90%. O Irã, atualmente, tem urânio enriquecido a 3,5%, mas já está enriquecendo-o a 20%, o que leva cerca de um ano. O processo do enriquecimento a 20% é mais difícil do que de 20 a 90% e leva penas mais seis meses para atingi-lo.


Brasil


O Brasil é hoje, um dos poucos países no mundo com conhecimento técnico para enriquecer o urânio até o seu ultimo estágio. Atualmente, enriquece o urânio a 20%, projeto inspecionado pela Marina, em Aramar (Iperó-SP), como segredo industrial ao qual nem mesmo a Agência Internacional de Energia Elétrica tem acesso. A produção é destinada a abastecer reatores de pesquisa e, futuramente, mover o submarino a propulsão nuclear, além de um novo reator de pesquisa, em fase de projeto.O Brasil é o sétimo país, no mundo, em extração do urânio. E olha que conhecemos somente 25% do nosso solo! A extração é feita na mina de Caetité (Lagoa Real- BA), mas outra mina, em Santa Quitéria (CE), deve entrar em operação daqui dois anos.


Irã


Ninguém sabe, exatamente, qual a quantidade de urânio disponível no Irã. Aliás, ninguém sabe exatamente nada sobre o Irã, além da violação dos direitos humanos tão ferozmente aplicado naquele país. Esta falta de conhecimento sobre o que acontece naquela parte do mundo é um dos problemas entre o Conselho de Segurança da ONU e Ahmadinejad. O ditador iraniano se nega a abrir as portas para uma inspeção em suas instalações e suas pesquisas sobre o enriquecimento de urânio. Ahmadinejad diz que precisa do urânio enriquecido para fins de pesquisas médicas, mas ninguém acredita esta imagem de líder preocupado com a saúde pública. Ou quase ninguém. O Brasil e a Turquia parecem que sim!


Relações perigosas



No ano passado, o G5+1 (China, Rússia, Inglaterra, EUA, França + Alemanha) ofereceu a Rússia e a França para fazerem o enriquecimento do urânio a 20% para o Irã. Ahmadinejad disse não porque temia que o urânio nunca voltasse ao seu país. Como se a ONU fosse roubar o minério dele! Com isso, novas sanções estavam por vir, o que levantou uma defesa feroz por parte do Brasil e da Turquia e foi quando o acordo começou a ser costurado efetivamente.



No tal acordo assinado esta semana, a Turquia pegará 1,2 tonelada de urânio e, doze meses depois, entregará 120kg do material enriquecido a 20%. Mas este acordo, diferente da proposta anterior pela ONU, não garante nada ao resto do mundo. Ao contrário! Faz do Irã um país "colaborador" com a ONU, mas na verdade, enquanto isso, ele ganhará tempo e poderá continuar com o seu enriquecimento (como já disse que vai fazer) ou aproveitar para desenvolver a técnica para chegar ao enriquecimento a 90% para armas nucleares. E, melhor! Sem a inspeção de ninguém!


A quantidade de urânio que o Irã mandará à Turquia é irrisória perto das 400 toneladas ao ano que a mina de Caetité, no Brasil, produz. Ou seja, somos um país muito interessante aos olhos de Ahmadinejad (e não só "uraniamente" falando, mas isso fica para outras reflexões).


Se o Brasil tem a tecnologia para enriquecer o urânio do Irã, porque não assinou Lula o acordo com aquele país?


A resposta oficial é que o Brasil não tem, ainda, estrutura suficiente para enriquecer o urânio em escala industrial. Mas não podemos esquecer que estamos em ano eleitoral e, por mais que Lula não se importe em ser chamado de irmão brasileiro do Irã, uma coisa é posar para foto e fazer discurso bonito de tolerância, a outra, é mandar - oficialmente - urânio ao Irã, enfrentar direta, política e economicamente o Conselho de Segurança da ONU.


Em fevereiro deste ano, correu à boca pequena que Brasil e Irã estavam firmando um acordo neste sentido. Autoridades iranianas chegaram a afirmar que estavam discutindo com o Brasil o enriquecimento do minério em solo brasileiro, mas o Itamaraty desmentiu rapidinho.


Não podemos nos esquecer que, dois anos atrás, veio à tona um acordo bancário secreto entre Brasil e Irã para burlar as sanções da ONU. Tem muitas coisas mal explicadas nesta parceria de Lula com Ahmadinejad. Por isso, não dá para pensar que o Brasil, como mediador de um acordo entre Turquia e Irã não ganhe nada.


Mediadores comerciais levam um percentual pelo trabalho, sempre. Neste caso seria diferente? Acho muito difícil. Até porque, em se tratando de energia nuclear, não dá pra confiar em ninguém. Nem mesmo nos signatários do Tratado de Não-Proliferação das armas nucleares, como o Brasil.


Diga-se de passagem que Israel, que não é signatário, não permite uma inspeção em suas instalações nucleares. Diga-se de passagem que Paquistão e Índia já confirmaram ter bombas nucleares. Coréia do Norte, que também não faz parte do Tratado, já anunciou que tem capacidade para fabricar bombas nucleares.


Meus amigos, os países estão armados até os dentes. Por que temos que acreditar que o Brasil só quer participar de um acordo "de paz"?


Pra mim, vai voar urânio pra todo lado! Vai ser uma troca de tecnologia, enriquecimento, urânio e bombas para todos os lados, inclusive para o Brasil que, oficialmente, não poderia fabricar armas nucleares, mas o Irã (que não está nem aí) pode, certo?


Não podemos esquecer, também, que Lula visa ser um ícone mundial. Se ele sabia que se posicionando a favor do Irã dividiria opiniões (e obviamente sabia desde que começou a assinalar esta parceria), Lula mostra que tem um plano que foge às fronteiras brasileiras. Vai além da ONU. Talvez termine em uma nova potência formada por nações "inimigas", uma nova força para enfrentar o "poderio" norte americano e Israel.


Vai saber! Na dúvida, duvide!



sexta-feira, abril 30, 2010

Time Magazine e o mico da semana


Petistas nunca estiveram tão nas nuvens. Tudo por uma mal explicada lista dos líderes mais influentes no mundo.

Graças ao Time 100, imprensa, lulistas e até um ministro nos proporcionaram um dos maiores micos da história deste país! E eu adorei!!!

sábado, setembro 26, 2009

Nunca houve golpe de Estado em Honduras



Sei que venho tarde, mas antes tarde do que nunca. Sei que muitos já devem saber, mas melhor reforçar do que pecar pela omissão. Sei que os episódios em Honduras já tomam muitas manchetes há vários meses, mas quando a informação é importante, nunca é demais ressaltá-la. Por isso, peço desculpas ao leitor que já tenha ciência do fato, mas tenho que frisar: NUNCA HOUVE GOLPE DE ESTADO EM HONDURAS! O que houve - e continua acontecendo - é uma tentativa correta de se fazer respeitar as leis daquele país. E, por isso, devemos lamentar e ir contra à cobertura que Lula (e consequentemente o Brasil) vem dando a Manuel Zelaya.

Como bem lembrou o mestre em Direito, Lionel Zaclis, em um excelente artigo na revista eletrônica, Consultor Jurídico, a Constituição de Honduras prevê que o mandato presidencial daquele país é de quatro anos e não cabe reeleição. Quando Zelaya tentou enfiar goela abaixo a sua permanência no poder, foi advertido judicialmente por mais de uma vez, em várias decisões, a não fazê-lo. Até mesmo a consulta pública iria contra a Consituição de Honduras, que prevê que a mera tentativa de alterar o sistema de eleições implica na perda imediata do cargo.

Zelaya, como Presidente, virou às costas para as leis do próprio país. E, sendo assim - como prevê aquela Constituição - perdeu imediatamente o mandato, tornou-se inelegível pelos próximos dez anos e foi preso. Ponto final! Palmas para o cumprimento das leis, coisa raríssima no Brasil. Mas, insistem em dizer (ou convém dizer) que tudo não passou de um golde de Estado, que Zelaya foi tirado à força, de pijamas, direto para a prisão, coitadinho!

E agora, o que me dizem de Lula ter chamado Zelaya, um ditador que tentou transformar Honduras num quintal da Venezuela e de Hugo Chávez; que negou às próprias leis; que passou por cima da justiça, da democracia e dos cidadãos hondurenhos, para ficar "hospedado" na embaixada brasileira e em HONDURAS?

É uma afronta! É uma estupidez! É uma vergonha! E Lula, despreparado (ou desesperado para justificar o absurdo que cometeu) disse: "O que eu sei é que o cidadão é o presidente de Honduras até terminar o seu mandato." Lula não sabe ou finge que não sabe que Zelaya, ao cometer crime contra a Consituição hondurenha, não era mais o presidente daquele país. Lula disse ainda "Se ele estava propondo um plebiscito, qual é o crime de propor um plebiscito?" Lula desconhece a seriedade das leis. Em Honduras, isso é crime previsto pela Constituição!

Lula e Amorim deveriam ser processados por um tribunal internacional! Principalmente depois de ter sido desmentida a versão do Brasil (de que Zelaya procurou a embaixada por livre e espontânea vontade) e que Zelaya conversou com Lula e Celso Amorim antes de seguir para a embaixada, obviamente, foi até ela com o apoio de Lula!

Lula mentiu. Amorim mentiu. Não ficaram sabendo que Zelaya estava na embaixada depois do acontecido, como disseram. Eles apoiaram, quem sabe até orquestraram tudo isso.

Passou a hora de o Brasil reagir a tudo isso. Lula não respeita as leis de lugar algum, defende ditadores e ditaduras, sejam elas venezuelanas, chinesas, cubanas ou iranianas. Faz acordos internacionais visando seus próprios interesses, como ser o "líder mundial pela paz e no combate à pobreza", o presidente do Banco Mundial, ou qualquer projeto megalomaníaco cujo centro seja ele e somente ele. Lula está jogando a credibilidade do país na sarjeta, na ala mais baixa da política, como se não bastasse fazer isso em casa, também tem feito fora dela.

O Brasil está afrontando tratados internacionais, abriga terrorista e o chama de "escritor", promove mensalões e tantas porcarias que nem vale à pena citá-las para não aumentar ainda mais a minha náusea.

O Brasil cheira mal e está ficando pior dia após dia.